quinta-feira, 7 de dezembro de 2017


Tem horas que me sinto tão alto
Muito maior que todos os meus eus
Mas me lembro que o mundo muitas vezes não é pra mim
Que tem tanta coisa que não é bem assim
Que o medo e a incerteza seguram minha mão direita
Lá na frente vai caminhando toda minha certeza
Que as vezes tropeça nela mesma
Mas vou seguindo em frente até mesmo na contramão
Pois sobre uma coisa eu tenho razão
Não adianta não tentar, não vou desistir
A vida tem altos e baixos e não para só porque eu quero
Só porque eu desejo, só porque a gente tem medo
O medo faz parte, a coragem nasce muitas vezes do desejo
De querer mudar, de querer melhorar, de querer chegar
Seja onde for, seja como for, seja com quem for
Só não dá pra não andar, pra não correr, pra não ser
Então eu subo em todos os montes
E volto a ficar mais alto do que sempre acharam que eu não poderia ser.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017


Não, eu roubei todo o meu tempo
Mas não conseguirei mais dormir
Sempre as nuvens mostraram o dia claro
E não me vejo mais naquele espelho
Onde for sempre estarei inteiro
Nem que tenha de carregar várias linhas
E costurar minha alma e sombra
Deixá-las presas aos meus ombros
Com todo o mundo que já carreguei
Corto a corda que já me prendeu
Pulo de cabeça pra baixo com os olhos abertos
E nada vai impedir essa queda
Vou para fora do mundo que gira
Dou dois passos sempre para a frente
E aquela música sempre diz:
Se isso for demais, dance, dance até o nunca mais.

domingo, 26 de novembro de 2017


Por onde for que você se vá
Leve sempre umas balas de hortelã
Não deixe teu sorriso amarelar
Fique sempre com os pés no ar
Pule, salte, coma todos os brigadeiros
Guarde sua felicidade alheia
Em pequenos bombons de licor
Vista-se com a vista do mar
Relaxe, pois o mundo vai rodar
Deite sobre as folhas caídas
E respire o doce das frutas.

terça-feira, 21 de novembro de 2017


Não me distraia com palavras tortas
Deu meia noite e tudo começa
Já se foram tantas bandeiras brancas
Só restou alguns momentos de não
Diz a verdade sobre o que escreve tua mão
Disfarce aqueles momentos suspensos
Há tantos cacos de vidro guardados
E o estranho do dia se apoderando
As horas se passaram e nem vimos
Já amanheceu e fomos dormir
Sem nenhum lençol amarelado
Acorda o dia que nossa noite chegou.

domingo, 12 de novembro de 2017


Sobre deuses e homens

Uns se perdem pelo caminho
Outros são forçados a andar com estranhos
Alguns acabam por se tornar ar
Nenhum mergulha na água salgada
Poucos olham para o dia de ontem
Muitos não observam as nuvens caminharem
Uns esperam a coisa certa acontecer
Outros estacionam os carros no mesmo lugar
Alguns rezam, mesmo sem saber contar
Nenhum diz ter comido a metade da maçã
Poucos sabem como abaixar a cabeça
Muitos são deuses do seu próprio altar
Eu só espero o momento de revisar.

sábado, 21 de outubro de 2017


Eu sou a cor amarela da dor
Aquele que amarga ao final
O que nunca termina o respirar
Aquele que fica do lado oposto
O que não sente as brisas
Eu sou o que falta em mim
Aquilo que não fica vivo
O que resta do olhar
Aquilo que procura se perder
O que caminha descalço
Eu sou o que não deveria ter sido

segunda-feira, 2 de outubro de 2017


Não há nenhum lugar para onde fugir
Aonde quer que vá, será sempre agridoce
Eles não vão te aprisionar em palavras
Nenhuma peça se encaixa dentro de ti
É preciso descobrir o que te faz um
Nenhum lar será teu até se perder
O espaço aberto não se precisa preencher
Só tem que se desenhar em múltiplas cores
Deixa o ar entrar em plenos pulmões
E sua casa vai nascer dentro de ti
O batom vermelho não vai secar
E todas as vestimentas poderá tirar
E só tua pele carregará quem és